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Problemas e Soluções do Compiere no Brasil

2006-12-31
2013-05-02
  • Os principais problemas do Compiere já estão sendo devidamente atacados pela comunidade internacional do Adempiere, com destaque para nossos “hermanos” de língua espanhola, resta ao Brasil apenas um pequeno toque para transformar o Adempiere no maior sucesso do mercado Brasileiro de softwares de Gestão Empresarial (ERP). Leia primeiramente o tópico "Problemas do Compiere no Mundo" neste mesmo forum!

    Nossos problemas são:
    1.Não havia uma tradução oficial do Compiere para o português do Brasil, cada empresa que tentava usar o Compiere se via obrigada a gastar um tremendo esforço em tempo e dinheiro para obter uma tradução que muitas vezes resultava em uma qualidade apenas sofrível e bastante incompleta. 

    Este problema, foi finalmente resolvido em 17 de dezembro de 2006 com o lançamento oficial da tradução do Compiere, porém no site da Adempiere já que o Jorg Janke se nega a aceitar contribuições da comunidade, e com isto, atrasou em pelo menos dois anos o lançamento da tradução do Compiere em português.

    O prejuízo para o Brasil foi imenso, basta você dar uma lida no link http://sourceforge.net/forum/forum.php?thread_id=1639728&forum_id=634705 para ter uma noção básica da quantidade de trabalho envolvida, agora imagine o quanto inúmeras empresas, inclusive a sua já investiram na tradução do Compiere quando poderiam já estar usufruindo dessa tradução e principalmente, centrando esforços no que realmente interessa! VEJA O TÓPICO A SEGUIR:

    2.Não há nenhuma tropicalização oficial. Há várias empresas que já desenvolveram módulos fiscais, incluindo impostos federais, estaduais, municipais, PIS Cofins e outros além da inclusão de campos de CNPJ, Inscrição Estadual, Inscrição Municipal e outras particularidades do mercado brasileiro. 

    No entanto nenhuma dessas empresas jamais pode compartilhar ou disponibilizar o seu código fonte para a comunidade brasileira pois a Compiere Inc simplesmente não se interessa. 

    A conseqüência final dessa atitude da Compiere é a situação mais constrangedora que se possa imaginar: simplesmente não há nenhuma comunidade do Compiere no Brasil, somos apenas um monte de profissionais e empresas desenvolvendo os nossos próprios códigos, e mantendo esses códigos trancados e proprietários.

    Para aqueles com uma visão limitada do mundo e do seu próprio futuro, manter as customizações indisponíveis e como código proprietário pode parecer uma vantagem competitiva, (manter a concorrência fora da jogada, assim como evitar que clientes finais possam implementar o sistema sem contratar a sua empresa).

    Trata-se no entanto de grande equívoco, estamos perdendo o bonde (ou nave interestelar) da história. Na verdade, o que os clientes finais buscam com o ERP de Código Aberto é a segurança e independência de um único fornecedor, assim se por algum motivo, este particular fornecedor sair do mercado, a sua empresa não corre nenhum risco maior. Porém cada um desses clientes finais desenvolve confiança e lealdade com o seu fornecedor de suporte, implementação e customização e, desta forma não há de fato concorrência real entre os distribuidores Adempiere. Vale notar que o Brasil é enorme e que as empresas querem suporte local e portanto a abrangência de cada uma dessas empresas é regional e não nacional, minimizando ainda mais a possibilidade de concorrência interna.

    Outro ponto crucial é a formação de massa crítica. Acredito que nenhuma das empresas que trabalham com o Compiere no Brasil tenha mais que 20 clientes (esta é uma avaliação pessoal, e portanto passível de erros até grosseiros, mas eu diria que a maioria tem só um ou dois clientes quando muito, por favor, aqueles que tenham vários clientes me corrijam). Imaginem agora quão mais fácil será a expansão da sua base de clientes se você fizer parte de uma comunidade com centenas de parceiros desenvolvendo em conjunto as funções de tropicalização do Adempiere para o mercado Brasileiro. 

    3.Finalmente destaco que infelizmente, cada uma das empresas do mundo (e principalmente as brasileiras) que desenvolveu módulos, funções, plug-ins e outras customizações ficou trancada na versão inicial do seu desenvolvimento justamente porque o seu código fonte não foi integrado à estrutura oficial do Compiere, e a Compiere Inc não disponibiliza os procedimentos (scripts) de migração de versão e portanto, caso essa empresa necessite fazer a migração para a versão mais atual do Compiere corre enorme risco de ter dados corrompidos além do trabalho de reinstalar todas as customizações (Por favor, os mais técnicos, perdoem-me por qualquer imprecisão nesta frase).

    A Solução para os problemas detalhados nos itens 2 e 3 acima é simples e única, as empresas brasileiras que já trabalham com o Compiere devem se apressar em disponibilizar os seus módulos para que os mesmos sejam incluídos no código tronco do Adempiere, desta forma, estaremos eliminando as últimas barreiras à adoção em grande escala do Adempiere no mercado brasileiro e garantindo a sobrevivência de longo prazo de cada uma das empresas que aderirem ao projeto.

    O mundo evolui muito rapidamente, e a comunidade Brasileira que tem uma reputação internacionalmente reconhecida no mundo de software livre/código aberto certamente fará em 2007 uma evolução jamais vista no mercado de ERP open-source de múltiplas plataformas.

    Considere em profundidade a situação atual, faça suas críticas e comentários, arregace as mangas e mãos à obra !!

    Um feliz e próspero 2007 a toda a comunidade Adempiere no Brasil.

    Hilário Fochi Silveira
    Diretor Técnico
    Soliton Controles Industriais Ltda.
    São Paulo, 31 de dezembro de 2006

    Um homem dá liberalmente, e se enriquece; outro retém mais do que é justo, e se empobrece.
    Provérbios de Salomão, Capítulo 11, verso 24.

    Os fundamentos das comunidades de código aberto onde o mais importante é dar (compartilhar) do que receber já haviam sido estabelecidos a mais de 2500 anos atrás!

     
    • carlosdavila
      carlosdavila
      2007-03-15

      Façamos então uma parceria a nível nacional, onde possamos padronizar o que for desenvolvido no país...
      Não vejo problema nenhum nisso é é nosso interesse trabalhar dessa forma.
      Podemos ter centros de treinamento e desenvolvimento regionais, integrando os esforços num único sentido... principalmente com relação à parte fiscal que muda muito.
      Nós temos parceria com uma empresa especializada em auditoria fiscal para informar sobre mudanças de legislação e etc...